(Antálgico # 287)
.
Cada passo era uma tentativa de sobrevivência…
Desenganado, caminhava no escuro.
.
Art - Matt Fry
Text: Tony Neto
(Antálgico # 286)
.
Preferia não sonhar com o amanhã, para não ter que desistir outra vez.
.
Art - Nadia Maria
Text: Tony Neto
(Antálgico # 268)
.
“Desde menino, eu tenho a mania do suicídio”…
.
Text: Lima Barreto em Cemitério dos Vivos
illustration: Tony Neto
( Antálgico # 248 )
.
Uma Tristeza que eu, mudo,
Fico nela meditando…
.
Text: Tristeza do Infinito - Cruz e Souza
Photography: Tony Neto
(Antálgico # 247)
.
Based on the poem “Eternal Sorrow”, by the Brazilian poet Augusto dos Anjos, this video shows a constant flow between imagination and reality, desire and obligations, despair and wisdom, portraying everyday of a man who faces the same thing every time he wake up: the suicide possibility. This video shows the daily exhaustion of a common person.
.
Video: Tony Neto and Wagner Falcão
(Antálgico # 238)
.
“Suicidou-se hoje no pavilhão um doente. O dia está lindo. Se voltar a terceira vez aqui, farei o mesmo. Queira Deus que seja o dia tão belo como o de hoje.”
.
Text: Lima Barreto em Cemitério dos Vivos
Photography: FBI [ Peoples Temple – Jonestown ]
(Antálgico #1210)
.
” Tudo o que dorme é criança de novo. “
.
Text: Fernando Pessoa
Photography: FBI [ Peoples Temple – Jonestown ]
Que eu andei mal não é segredo
Duro como um rochedo
E jogando sem sorte
Poeta de morte no esporte
E no amor sempre mau sucedido
Um dia abatido pegando jornal
Pra me servir de colchão
Ao estendê-lo no chão
Li uma notícia que confirmou a minha opinião
Estava dura e nana 18 suicídios naquela semana
Com a notícia assim lida
Encontrei a saída
Do problema e da vida
Sem perda de um minuto
Subi no viaduto
E atirei-me no espaço
Meu D’us mas que fracasso
Eu estava tão consumido
Que um ventinho distraído
Que estava a soprar
Foi me levando pelo ar
Pra me largar num fio
No alto de santana
Voltei a pé para a cidade
O que levou uma semana
Voltei ao problema
Por outro sistema
E tomei formicida
E tive a maior surpresa de minha vida
Descobrindo assim
Que o que andavam servindo
Aqui no botequim
Não era tatuzinho
Chá de briga
Era tatu mesmo
O fazedor de orse de formiga
Me deu um frio na barriga
E um calor no duodeno
Aí fiz a pele do galego
Que é pra largar mão de veneno
Penso então que o que mais me convém
É ficar embaixo do trem
Que assim é certo eu entrar bem
Sem pensar mais
Eu corri para o Brás
E joguei a carcaça embaixo de
Maria fumaça de 28 vagões
E nestas condições
O resultado foi fatal
Vejam a notícia no jornal
Pavoroso descarrilhamento na central
Deu tanto morto e estrupiado
Que eu fiquei meio chateado
Procuro então um padre confessor
Que me aconselhou
Moço não seja tolo
E meta um tiro no miolo
Mas bom senhor pois não deu senhor
Eu tenho corpo fechado
Na tenda paz zulu
Duro em colchete embala
E a durindana assim resvala em meu peito nu
Por esse lado eu não dou chance pra urubu
Nem vou morar lá no caju…
(Antálgico #511)
.
A solidão e o anonimato foram suas melhores escolhas.
.
Text: Tony Neto
Photography: Erin Trieb, The Homecoming Project.
( Antálgico #510)
.
Pediu para ser substituído no trabalho do dia seguinte.
.
Text: Tony Neto
Photography: Anônimo.
( Antálgico #49)
.
Também esperava por um momento de alívio.
Só que numa ânsia muito maior.
.
Text: Tony Neto
Photography: FBI [ Peoples Temple – Jonestown ]
